Tombos e tropeços
Poderia chamar este post com um dos títulos:
" Um treino para esquecer ".
" Uma burrada no meio do caminho"
" É agora Pangaré "
Muitos outros títulos me vieram à mente. A verdade é que quando não temos experiência, estamos sempre sujeitos a fazer uma burrada ou outra. Na verdade, nem nos damos conta de que estamos fazendo uma burrada, só percebemos quando a coisa complica. Se tivermos um pouco de cabeça, o erro se torna uma escorregada, mas se a teimosia for grande, o estrago pode ser imenso. Mas por sorte, acho que meu caso foi mais para uma escorregada.
Como sabem, meus treinos de finais de semana estão cada vez mais intensos. Dois finais de semana atrás,lá fui eu para meu segundo treino de 28 Km. Terminei o treino, mais uma vez me arrastando, mas consegui completá-lo ainda com vida (depois falaremos desta fraqueza no final).
Treino feito, Domingo de manhã, e o que mais eu teria para o resto do dia ? Descançar certo ?
Nã , nã, nada disso. Tinha no final da tarde uma corrida de 5 Km para fazer e me encher de chopp. Claro, como não ?
Pois é. E lá fui eu para a Beer Run etapa Madalena. 5 Km de pirambeiras , subidas, rock'n'roll e muito chopp do bom.
Passado a festa, vem a dura realidade
O treino que estou fazendo tem a finalidade de me fazer gradativamente aumentar o volume de corrida. Em poucas palavras, aumentar gradativamente a distância que eu consigo correr. Ultrapassar este planejamento pode custar caro, e no meu caso, ao que parece, custou uma inflamação na sola do pé, que a princípio eu pensei tratar-se da famosa "fascite plantar " , mas que meu fisioterapeuta explicou que na verdade o que eu tive foi uma metatarsalgia. Mais tarde comentarei sobre esta nova descoberta minha sobre a anatomia do corpo humano.
A consequencial disto, foi uma dor durante toda a semana seguinte. Usei gelo, a dor foi diminuindo e no dia do meu primeiro Longão de 30 km, lá fui eu, com uma nova recomendação de meu nutricionista, que acabou com aquele final de treino que eu fazia me arrastando feito um pangaré manco. Até o Km 25 tudo ia perfeito, a suplementação nova me dava gás suficiente e não sentia dificuldade para fazer mais 5 km, mas a dor no pé começou a aumentar, aumentar tanto que tive que andar uns 500 m para chegar no meu carro, fechando apenas 26 km. Parei, tirei as garrafas de água que levava, coloquei gelo na região da dor por uns 10 min. Não deu para aguentar, coloquei o tênis e voltei para a estrada para fechar os 4 km que faltavam, me arrastando de dor. Escolha errada muitos vão dizer, não sei. O fato é que está feito e agora vamos resolver este problema. Na segunda-feira seguinte já estava de volta à fisioterapia.
É difícil dizer o que realmente possa ter ocasionado esta inflação. O excesso de trabalho realizado por meu pé, um tênis muito apertado ou até mesmo muito largo. Nesta fase de treino, aproveitei para testar alguns tênis novos. Seria está a causa ? Difícil saber, o problema é que o problema está aí, na pior hora. Seria a pior hora mesmo ? Na verdade, a pior hora seria isso aparecer durante a maratona. Já que apareceu, o negócio é corrigir o mais rápido possível. Agora é treino e fisioterapia até o dia da viagem para Paris.
Em breve publicarei os resultados do segundo treino de 30 Km.



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